História

A CUT – Central Única dos Trabalhadores – foi fundada em 28 de agosto de 1983, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Naquele momento, mais de cinco mil homens e mulheres, vindos de todas as regiões do país, lotavam o galpão da extinta companhia cinematográfica Vera Cruz e imprimiam um capítulo importante da história.

Tempos Difíceis

De 1964 a 1985 perdurava no Brasil o regime militar, caracterizado pela falta de democracia, supressão dos direitos constitucionais, perseguição política, repressão, censura e tortura. Porém, no final da década de 1970 e meados dos anos 1980 inicia-se no país um amplo processo de reestruturação da sociedade. Este período registra, ao mesmo tempo, o enfraquecimento da ditadura e a reorganização de inúmeros setores da sociedade civil, que voltam aos poucos a se expressar e a se manifestar publicamente, dando início ao processo de redemocratização.

PROGRAMAÇÃO

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escultura 3

escultura 2

escultura 1

MÃE TERRA

Ôôôôôôô!
Ôôôôôô!
Ôôôôôô
No tempo em que havia mais flora
No tempo em que havia mais tribo
No tempo em que o homem não representava perigo
No tempo da subsistência
O instinto fazia o equilíbrio
Lutar pela sobrevivência era algo mais digno

No tempo…

Esse meu canto fraterno em homenagem a Mãe Terra Terra!
Que anda bastante febril e com falta de ar
Se Mãe não se recompor é a vida que emperra
Erra quem acredita que não pode se consumar

Rogo ao destino que não se propague essa guerra
Porque ganância e matança não podem imperar
Quem inventou o machado não pensou motosserra
E quem inventou motosserra não soube pensar

Bem que é possível evitar todo esse perrengue
Basta deixar a floresta em pé, respirar
*Doroty e Marielle virão… Chico Mendes brotará!
E um amanhã diferente resplandecerá…
E virá!


Ôôôôôôô!
Ôôôôôô!
Ôôôôôô


*O autor evoca a ideia de redenção do homem feroz à natureza, através da junção de três mártires da vida brasileira, assassinados brutalmente Doroty Stan g, Marielle Franco e Chico Mendes e as ressurreições nas florestas, nos morros e favelas de seus legados.

PERSEVERANÇA

Não leve a mal,
Mas mal nos levarão a algum lugar,
São tempos difíceis,
Estancaram a sangria,
Mas a realidade é fria
E ainda está por sangrar

Como posso não me preocupar?
O peito mal consegue respirar!
Por isso ando meio desligado,
E às vezes me pego parado
Procurando sentir uma gota de vida e nela mergulhar

Enquanto alimentamos o que resta de chama,
A fome volta junto ao óleo e à lama,
Queimam as bruxas, os museus, e a Amazônia.
Não quero que venham nos apagar.

Junto com tudo aquilo que havia de sólido e óbvio,
Criando um mundo paralelo cheio de ódio,
Em que fazem qualquer coisa para justificar a barbárie.
Toda essa crise tem nos paralisado,
E não tem inspirado
Mais nenhuma primavera árabe!

Sedentos de ordem,
Chocamos o ovo do caos,
E a serpente já nos morde:
Eis o novo normal.
Tateando incertezas
Ou cegos de ignorância,
Inflando as defesas,
Os egos e as inseguranças.

A confiança de quem luta todo dia,
À revelia de quem tem desesperança.
É mais barato um prato de ilusão,
Mas é caro o que os incautos pagarão,
Embora sejamos a refeição dessa distopia.

Eu sei, meu bem, dá medo,
Dá muito, muito medo,
E já não é mais segredo,
Que só ele tem funcionado bem.

Perseverança!
Sejamos a horda que a revolução convém.
Mesmo à distância,
Ninguém solta a mão de ninguém!

Se sinta em casa
E se permita queimar feito brasa!
Se sinta em casa
E se permita queimar feito brasa!

Cadê o ministro

Grades a todos os cantos que se olhe , aluno que no canto somente se encolhe
uma escola repleta de falta de motivação, onde o que menos tem , é informação
Um ambiente torturante um hospício que é constante
modelado feito prisão para prender nosso pensante

Passando a borracha na nossa cultura
fazendo com que a gente cresça sem desenvoltura
Ai irmão eu não sou calculadora , fale sobre filosofia não somente conta a toa
não encha minha cabeça com todo esse maquinário pra eu eu encha o seu bolso sendo sua operária

Cadê o ministro da educação para poder encher escola esvaziar a prisão
Cadê o ministro da educação , se as criança aqui morre pegando num oitão
Cadê o ministro da educação para poder encher escola esvaziar a prisão
Cadê o ministro da educação , se as criança aqui morre pegando num oitão

Na aula de história que ninguém nunca falou, quem foram as etnias¹ e quem as trucidou
capoeira num é esporte ensinado na escola , se mantém cultura branca de ir, chutar uma bola
Quem é boto rosa , curupira ou saci , indígena¹ o que representa aqui ?
quem foi Maria Bonita , quem foi Lampião ? e quem é você pra jogar fora informação?

Esse ensino de graça tá me saindo caro , povo brasileiro sendo feito de otário
sala de aula parece uma jaula , cada um no seu mundinho e ninguém aprende nada
E os professor tentando explicar , com aperto no coração sabendo onde isso vai dar
recebendo uma miséria em fruto do seu trabalho , quem desvia verba se torna um milionário

Aí ministro eu vou tá te questionando , onde é que você tava quando os professor tava
apanhando ?

Cadê o ministro da educação para poder encher escola esvaziar a prisão
Cadê o ministro da educação , se as criança aqui morre pegando num oitão
Cadê o ministro da educação para poder encher escola esvaziar a prisão
Cadê o ministro da educação , se as criança aqui morre pegando num oitão

Batalha Racional para educar as criança e as pessoas que não puderam estudar
A arte tá aí pronta para te libertar difícil é ter alguém que venha incentivar
Podando o seu sonho , matando seu talento , e é isso que eles querem formação novo detento
Tenha o prazer de ler mas leia o que cê gosta, não o que eles te impõe e é uma bosta

Não perca o prazer por se informar e não se sinta burra se o processo demorar
O ensino é pra vida não só pro vestibular
que eu escolha a profissão a qual eu me apaixonar
Procure seu talento , garanto vai encontrar , se for boa em uma coisa faz questão de partilhar

Cadê o ministro da educação para poder encher escola esvaziar a prisão
Cadê o ministro da educação , se as criança aqui morre pegando num oitão
Cadê o ministro da educação para poder encher escola esvaziar a prisão
Cadê o ministro da educação , se as criança aqui morre pegando num oitão

MANIFESTO DO BEM
SANTA SUBVERSÃO

Bem-vindo ao meu verso épico
Tipo Homero nos tempos modernos
Exaltando valores que nos mantém vivos
Amor, amizade, bondade, sacrifício
Humilde sempre, mas não medíocre
Aforismo cortante, no estilo Nietzsche
Eu escrevo com sangue,
Vibe visceral
No camarote da guerra
Do bem contra o mal
Do lúdico ao trágico
Eu dormi em masmorras
Enfrentei meu Balrog
No Abismo de Moria
Depressão e a conhecida melancolia
Demônios da noite
Sombras do dia

O fluxo é contrário a gente sabe disso
O que esperar do mundo que matou seu Cristo?
Mas não tenho medo dessas mentes sujas
Minha alma flutua por cima das suas loucuras

Meu lema é cooperação
A gente só cresce quando une as mãos
De brancos, pretos, índios, que for
Conheço o poder que transcende, é o amor
E é assim, se a vida é guerrilha
O mal se entrega quando o bem se põe na ofensiva
Diz ai, quem nasceu pra transgredir limites?
Há correntes pra todos, mas devemos ser livres.

[Refrão]
Pra poder amar
Como eu já sonhei
E ver o bem triunfar dessa vez
Que a gente ouve o coração
Que calejamos as mãos
Rompemos, unimos
Recomeçamos daqui

Às vezes eu penso
Tem que ser assim mesmo
A massa alienada
Acostumada a um cabresto
E poucos poetas, profetas, visionários
Dizendo verdades e morrendo queimados
Nas fogueiras da sociedade hipócrita
O status quo é o cimento das suas obras
E cada um assume o seu lugar
Mantém a roda viva cruel girar
No país dominado por velhos tarados
No dinheiro e poder
Trabalhador explorado
Combustível humano,
Moinho de gente
Darcy, pouco mudou desde 1500

O som, a cor e o suor
Dose mais forte e lenta
De um povo que não vive
Apenas aguenta
Você tem que se envolver,
Ninguém faz por você
A gente tem que inventar o Brasil que a gente quer viver

Mais uma chacina na periferia
Nota de rodapé das notícias do dia
A vida do pobre aqui vale pouco
Que Deus tenha piedade antes que eu fique louco
Queria ver na minha cidade mais ternura
Já que esse hábito hostil não muda nada, nunca
Seja lá como for,
Um passo é uma vitória
Sonhemos com nosso lar,
Mesmo não vendo ele agora

Refrão

Com as armas da paz em nossas mãos
A rua é passarela da revolução
Regue as flores, pinte os muros
Use as cores, nosso quintal é o mundo
Solo urbano eu ando, é pouca alegria
Relógio marca a marcha das ruas poluídas
Indústria da comida, da cultura, do remédio
Seu corpo é de plástico,
Alma é um tédio
Cidade descrita, fórceps de sonhos
Eu me oponho, subverto, não aceito seus planos
Fatalismo não há
Se estamos vivos
É possível mudar a história
Eu acredito

Refrão

NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM

Apareça quem aparecer
Nossa força sempre vem
Aconteça oque acontecer
Ninguém solta à mão de ninguém
Ninguém solta a mão de ninguém o o
As vezes o caminho é difícil
Mas a saída é a democracia
Amanheça quando desescurecer
Ninguém solta a mão de ninguém
Ninguém solta a mão de ninguém o o
Estamos na resistência
Lutamos juntos pela liberdade
E como já dizia Raul Seixas
Sonho que se sonha junto é realidade
Ninguém solta a mão de ninguém
Ninguém solta a mão de ninguém o o